16 de September de 2019

Cibersegurança: por que essa deve ser uma das principais preocupações de CEOs?

Uma pesquisa da Juniper Research estima que, em 2018, havia cerca de 21 bilhões de dispositivos conectados à internet. Já em 2022, a estimativa é que esse número chegue a 50 bilhões. Não há dúvidas: o futuro é conectado – seja nas empresas, casas (com a tendência de casas inteligentes) e indústrias.

Hoje, a internet está disponível principalmente em smartphones, computadores e tablets. Para Laércio Albuquerque, presidente da Cisco no Brasil, o termo de “transformação digital” está ultrapassado, pois “já estamos transformados”.

A transformação digital iniciada há algumas décadas hoje permite, por exemplo, que reuniões sejam realizadas de qualquer lugar do mundo, com todos os participantes há quilômetros de distância. Essa foi, inclusive, a forma com que Laércio Albuquerque se comunicou com um grupo de jornalistas que visitaram o Centro de Inovação (COI) da Cisco no Rio de Janeiro. “A presença não é mais uma obrigação, pois você pode estar conectado de qualquer lugar do mundo. Isso faz parte da nossa cultura na Cisco e está em nosso dia-a-dia”, comentou.

Para Albuquerque, não existe mais o “home office”, mas o “anywhere office”. “Hoje, o escritório está em nossas mãos. Algumas empresas querem transformar o negócio, mas não pensam em mudar como as pessoas se comunicam”, afirmou. Para a comunicação corporativa, a Cisco aposta na ferramenta própria WebEx Team – um aplicativo de colaboração e mensagens semelhante ao WhatsApp, mas que suporta videoconferências, entre outros.

O presidente da Cisco no Brasil está há três anos no cargo e foi entrevistado remotamente. “Eu não falei com nenhuma pessoa presencialmente durante as oito entrevistas realizadas – todas foram através do WebEx”, contou.

A preocupação dos CEOs

Mas, apesar da facilidade, tanta conectividade traz novos desafios. Para Albuquerque, a principal questão a ser levantada é a cibersegurança. “A segurança sempre foi prioridade para executivos de tecnologia, mas agora deve ser também prioridade para os CEOs (presidentes-executivos de empresas)”, afirma.

Segundo o executivo, cada dispositivo conectado pode ser uma porta de entrada para hackers. “As empresas não têm que se preocupar com uma grande arquitetura de rede e depois com a segurança – isso deve acontecer simultaneamente”.

Atualmente, segundo pesquisa sobre cibersegurança da Tempest Security Intelligence com 50 empresas brasileiras, a maioria dos líderes de segurança da informação não se reportam diretamente ao CEO. Quase metade dos profissionais ouvidos na pesquisa (49,09%) respondem ao diretor de tecnologia, enquanto 18,18% se encaminham ao COO (diretor de operações). A porcentagem dos que conversam diretamente com o presidente-executivo da empresa (CEO) é de apenas 9%.

Em 2018, 34,55% das empresas investiram até 1% do orçamento em cibersegurança. Já neste ano, a expectativa de 38,8% das companhias é de dedicar até 20% do orçamento à segurança digital das empresas.

Article source: https://www.startse.com/noticia/empreendedores/64137/ceo-cisco-laercio-albuquerque

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