17 de August de 2017

Cisco leva automatismos de “intenção” para o datacenter …

A nova geração de servidores UCS vem com software de gestão e optimização, servidores de rack e blade, actualizados.

Não é o servidor, é o sistema. Esse é o mote da Cisco ao lançar os novos servidores em formato de blade de rack da geração M5, da linha Unified Computing System, alimentados pela plataforma Xeon Scalable Processor (lançada na última terça-feira).

Com esta, o fabricante de equipamento conseguiu aumentar a capacidade de densidade e a taxa de transferência do servidor, diz. Mas o valor da família de produtos da UCS reside na forma como o hardware funciona com o software de gestão de configuração e optimização.

Trata-se de tornar os centros de dados capazes de funcionar no pico de eficiência, diz o fabricante. Os concorrentes no mercado do centro de dados provavelmente concordariam com esse conceito do sistema.

Mas a Cisco diz ter já o software e o hardware disponível para entregar a capacidade de gestão automática de centro de dados, baseada na intencionalidade de uma acção. A ideia subjacente é que primeiro os gestores de centros de dados definam políticas de uso e o estado desejado da rede e dos servidores.

A partir daí, o software automaticamente equilibra e reconfigura recursos para chegar ao estado ideal desejado. “Os nossos clientes podem desenvolver sobre todas as coisas que fizemos para abstrair todos os elementos subjacentes da infra-estrutura de modo ao switching, os servidores, todas as peças possam ser controladas pelos clientes através de software”, resume Todd Brannon, diretor de marketing para computação unificada da Cisco.

“A Cisco está focada na sua base instalada, marcada por volumes de trabalho de missão crítica, e de certa forme está a dizer aos clientes: aprimoramos a nossa linha de modo a torná-la ainda mais atractiva  para esse fim”, considera Ashish Nadkarni (IDC).

Muitas das novas capacidades da linha M5 provêm dos processadores Xeon, usado por outros fabricantes de servidores. Esta é uma das razões pelas quais a Cisco está a destacar o contributo diferenciador do software.

“Como o mercado de servidores atingiu um grau elevado de maturidade, muitas actualizações de produtos são um grande aborrecimento e os fabricantes tentam diferenciar a sua oferta de maneiras diferentes”, nota Ashish Nadkarni, analista da IDC. “A Cisco está focada na sua base instalada, marcada por volumes de trabalho de missão crítica, e de certa forme está a dizer aos clientes: aprimoramos a nossa linha de modo a torná-la ainda mais atractiva  para esse fim”.

Software para otimização do volume de trabalho

A Cisco actualizou o seu software de gestão de datacenters UCS Director, oferecendo uma novidade: o “Workload Optimization Manager” ou software para optimização do volume de trabalho.

A tecnologia por trás do gestor de optimização vem da Turbonomic, com a qual o fabricante concluiu um acordo de OEM. A ferramenta usa analítica baseada na procura e custos para combinar os volumes de trabalho com a infra-estrutura disponível.

O gestor de optimização garante o desempenho do volume de trabalho “porque vai a um nível profundo de inspecção desde a camada de aplicação até o chassis, permitindo que os centros de dados aumentem a densidade de volume de trabalho e obtendo o máximo de utilização que eles têm”, disse Starke. “Todos sabemos que há muitas máquinas virtuais ociosas, com muitas ‘coisas’ anexadas”.

Os novos membros da família UCS:
‒ B200 M5 Blade Server: com metade do tamanho, o servidor blade B200 é recomendado para aplicações multi-camada tradicionais ou distribuídas.Suporta até dois GPU;

‒ B480 M5 Blade Server: destinado a aplicações de missão crítica, utilizadoras intensivas de memória ou volumes de trabalho virtualizadas para bases de dados distribuídas;

‒ C220 M5 Rack Server: servidor rack de dois sockets e de alta densidade para aplicações gerais, incluindo virtualização, colaboração e aplicações “bare-metal”;

‒ C240 M5 Rack Server: servidor com capacidade de armazenamento e comunicação I/O otimizadas para analítica de Big Data, armazenamento definido por software e aplicações “bare-metal”;

Cisco UCS C480 M5 Rack Server: com arquitectura modular para facilitar actualizações tecnológicas, aumenta a escalabilidade para bases de dados integradas em memória, analítica de Big Data, virtualização, VDI (infraestrutura desktop virtual) e aplicações bare-metal, diz o fabricante Triplica o suporte de GPU (até seis GPUs) e a capacidade de disco (até 32 discos).



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Article source: https://www.computerworld.com.pt/2017/07/12/cisco-leva-automatismos-de-intencao-para-o-datacenter/

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